Visagismo da ópera ‘A Flauta Mágica’ mescla o clássico com o contemporâneo

Ópera célebre tem equipe de maquiadores e peruqueiros para dar conta de 64 integrantes de palco

Da Agência Telenotícias

(Foto: divulgação / Camila Cara)
O visagismo, assinado pelo make-up designer Anderson Bueno
Todo o glamour e exageros do século XVIII, tendo como contraponto a maquiagem leve e natural do contemporâneo, se fazem presente no visagismo de ‘A Flauta Mágica’ – que mescla os dois períodos em uma célebre ópera lírica no Theatro Municipal de São Paulo.

O visagismo, assinado pelo make-up designer Anderson Bueno, traz a possibilidade de retratar duas épocas diferentes, o que agradou em cheio o profissional conhecido por assinar grandes óperas e musicais. “Eu adoro quando podemos fazer essa mistura de épocas, pois podemos perceber a ‘evolução’ ou características marcantes de cada uma delas”, diz Bueno.

Segundo o make-up designer, o período clássico do século XVIII é o mais detalhado por conta da perucaria, e também o que ele mais gosta de retratar, pois “quanto mais maquiagem, melhor! O mais complicado é tentar ajustar o que queremos a cada rosto do elenco”, garante.

(Foto: divulgação / Camila Cara)
 O período clássico do século XVIII é o mais detalhado por conta da perucaria
A tarefa que pode parecer complicada de início, mas traz um belo resultado final. Para dar conta de 64 integrantes de palco – entre solistas, coralistas e atores - a equipe dirigida por Bueno conta com dez profissionais envolvidos: cinco maquiadores e cinco peruqueiros.

“Em média gastamos de 15 a 20 minutos com cada integrante, entre maquiagem e perucaria. E no máximo 30 minutos, no caso de alguém com uma caracterização mais elaborada. O segredo é não se prender a pequenos detalhes, como ficar esfumando demais um olho. Ninguém irá ver do meio da plateia ou do fundo dela, o dégradé da cor”, explica Anderson Bueno.

Quanto aos personagens mais trabalhosos na questão do visagismo, Bueno esclarece que são bem diferentes. Pamina (Gabriela Pacce) viverá uma transição na maquiagem do contemporâneo para o século XVIII. “Como se transformasse em uma boneca de louça, mas sem perder a jovialidade e beleza. Já a Papaguena (Luiza Franciscone), será uma mistura de Maria Callas e Amy Winehouse”, conta o maquiador, que diz ainda adorar poder assinar o visagismo de uma ópera tão famosa.

“Eu gosto muito, principalmente quando a direção propõe uma montagem com liberdade, sem ser tradicionalista. Gosto muito da ousadia!”, finaliza Bueno.

Sobre a ópera ‘A Flauta Mágica’

As récitas de A Flauta Mágica acontecem em dezembro, nos dias 15, 16, 19, 20 e 21, às 20h, e no dia 17 às 17h. Os ingressos variam de R$ 50 a R$ 120 na bilheteria ou pelo site eventim.com.br.

A produção tem concepção e direção cênica de André Heller-Lopes. À frente da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo estará o maestro Roberto Minczuk, que também assume a direção musical. O Coro Lírico Municipal de São Paulo está sendo preparado pelo regente titular Mario Zaccaro. A cenografia é do premiado cenógrafo paulista Renato Theobaldo, os figurinos serão assinados pela figurinista e diretora de arte argentina Sofia Di Nunzio. Já a iluminação será assinada por Aline Santini.

O elenco reúne excelentes cantores brasileiros com destacada carreira no exterior, dentre eles, a soprano Gabriella Pace, o tenor Luciano Botelho, o barítono Michel de Souza e o baixo Savio Sperandio.
Visagismo da ópera ‘A Flauta Mágica’ mescla o clássico com o contemporâneo Visagismo da ópera ‘A Flauta Mágica’ mescla o clássico com o contemporâneo Reviewed by Redação on 12/22/2017 01:28:00 PM Rating: 5

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