Câncer de mama: veja mitos e verdades sobre a doença

Quando diagnosticado precocemente, a chance de cura é de até 90%

(Foto: Getty Images)
Segundo especialista, se já existe histórico familiar, a recomendação é fazer o exame a partir dos 25 anos

O câncer de mama é uma das doenças que mais preocupam mulheres no Brasil e no mundo. A boa notícia é que quando diagnosticado precocemente, a chance de cura é de até 90%. Portanto, prevenir é a palavra de ordem. E quanto mais informação, mais fácil de detectar, seja pelo autoexame, responsável pela descoberta de 80% dos tumores, ou por exames clínicos periódicos.

O Dr. Sérgio Mendes, mastologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, esclarece os principais mitos e verdades sobre a doença.

O primeiro passo para detectar os tumores é fazer mamografia uma vez ao ano.
Verdade. A mamografia e o autoexame são muito importantes e essenciais para o diagnóstico precoce da doença, este que aumenta a chance de cura em até 90% aliado ao tratamento. Se já existe histórico familiar, a recomendação é fazer o exame a partir dos 25 anos. Se não, após os 40 anos.

Já que nenhum dos meus familiares teve a doença, estou livre do risco de ter tumores nos seios.
Mito. Nenhuma mulher está imune ao câncer de mama. O risco de uma mulher desenvolver esse tipo de câncer é de 12%, mesmo sem casos na família. Uma em cada oito brasileiras de até 70 anos vai ter a doença. Além disso, um a cada 100 homens também desenvolve a doença.

Minhas parentes tiveram câncer de mama. Por isso, corro mais riscos.
Verdade. Ter parentes (avó, mãe, irmã ou filha) com câncer de mama aumenta o risco de manifestar a doença em até 80%. Há um teste que aponta mutações genéticas, mas só é oferecido na rede privada de saúde. Se for detectada a mutação, em alguns casos são indicadas cirurgias preventivas.

O tamanho do tumor determina a agressividade do câncer.
Mito. O tamanho do tumor é um fator de risco individual muito relevante, mas existem outros fatores também como idade, localização, tipo e subtipo do tumor. Por isso, para identificar o estágio e agressividade da doença é necessário fazer um estudo químico, histológico e genético do tumor, que leve em conta todos os fatores.

Sou capaz de descobrir o câncer com o autoexame e nada mais.
Mito. O autoexame é muito importante e a prática deve ser estimulada porque é responsável por aproximadamente 80% dos tumores descobertos pelas pacientes. Mesmo assim, ele não é capaz de detectar todos os tipos de tumores, principalmente nas fases iniciais, com maiores chances de cura. De acordo com a recomendação do Instituto Nacional do Câncer (Inca), para obter um diagnóstico precoce é necessário consultar um médico, realizar exame clínico de mama e fazer a mamografia.

O câncer de mama sempre aparece como um caroço.
Mito. Existem duas formas principais de aparecimento da doença: "nódulo ou caroço, como é popularmente conhecido, ou a microcalcificação", afirma o Dr. Sérgio Mendes, mastologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo. No caso da microcalcificação, apenas por meio da mamografia se pode fazer o diagnóstico precoce, por isso a importância da realização dos exames periódicos a cada seis meses. Há casos menos comuns ainda em que ocorre uma secreção pelo mamilo de forma espontânea ou a descamação da auréola e do mamilo.

Todo caroço na mama é um câncer.
Mito. Nem todo caroço na mama é um câncer. Existem nódulos benignos e até falsos ou cistos. De qualquer maneira, qualquer paciente que identificar um caroço no seio deve procurar um mastologista, independentemente da idade. Mesmo um nódulo benigno pode exigir acompanhamento médico para que não cresça ou se torne maligno.

Amamentar protege a mama do câncer.
Verdade. Ao amamentar, as células mamárias produzem leite e se multiplicam menos, o que reduz o risco do desenvolvimento de tumores.

O excesso de peso é prejudicial à doença.
Verdade. A obesidade sempre pode ser um fator de risco no caso de qualquer doença. Nesse caso em especial, o risco aumenta porque o tecido gorduroso aumenta os níveis de estrogênio.

A terapia de reposição hormonal pode ser um fator de risco.
Verdade. Toda quantidade de hormônio que ingerimos pode ser perigosa, principalmente porque o uso de estrogênio e progesterona compromete as alterações que as glândulas mamárias sofrem com o avançar da idade. O risco de manifestar a doença aumenta quando o uso é por tempo prolongado.

Tenho silicone e isso aumenta minha chance de ter câncer de mama.
Mito. Silicone não tem nenhuma relação com a doença, exceto que o implante pode dificultar o diagnóstico de tumores.

É castigo desenvolver o câncer.
Mito. O surgimento de qualquer tipo câncer está relacionado a inúmeras causas. Os fatores de risco também podem ser maus hábitos alimentares, consumo exagerado de álcool, sedentarismo e, principalmente, o tabagismo.

Praticar uma atividade física ajuda na prevenção.
Verdade. Cerca de 30 minutos diários de caminhada são suficientes.

O câncer tem cura.
Verdade. Cada tratamento é individualizado e cada paciente responde de maneira particular às terapias. Mas, sim, existe cura para o câncer, desde que diagnosticado precocemente e o tratamento seja acompanhado por bons especialistas.

Fonte: MSLGROUP 
Câncer de mama: veja mitos e verdades sobre a doença Câncer de mama: veja mitos e verdades sobre a doença Reviewed by Redação on 10/20/2016 05:45:00 PM Rating: 5

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