Destaque da Semana: A segregação americana do século XXI


Por Lorena Zanelatto
lorenazanelatto@portaltelenoticias.com

(Foto: Getty Images)
 Martin Luther King discursa durante “Marcha para Washington por
Emprego e Liberdade”, em 1963. As grandes marchas terminaram,
 mas segregação ainda existe nos EUA
Em pleno ano de 2016, século XXI, fica difícil acreditar que ainda existam diferenças relacionadas à cor da pele, principalmente se estivermos falando de um país de primeiro mundo, como os Estados Unidos.

Antes de qualquer coisa, precisamos enaltecer aqui que a segregação legal no país, acabou há mais de 50 anos. No entanto, devido a leis antigas, hoje ainda é mentida uma segregação imobiliária em muitas partes do país, que faz com que americanos negros não sejam vizinhos, não frequentem a mesma escola, a mesma igreja, ou tenha acesso aos mesmos serviços na cidade. Muitas vezes não por escolha própria, mas devida às circunstâncias regionais. Tal segregação, antigamente, procurava evitar mediante políticas habitacionais que a população negra pudesse morar em algumas áreas denominadas de alto padrão.

Por este motivo, o governo americano é em parte muito responsável pela divisão, uma vez que em 1930 sancionou a lei Fair Housing Act, para impedir tal preconceito. Importante lembrar que a política tornou-se ilegal em meados de 1970, mas na prática, somente construções públicas seguem a nova determinação, enquanto que, residências antigas apoiadas por imobiliárias não respeitam a legislação.

Essa separação racial ocorre constantemente. Exemplo disso pode ser encontrado em cidades diversas, da Louisiana ao Kansas, do Alabama ao Wisconsin, ou mesmo, da Georgia ao Nebraska. Diante da situação, estudos do censo americano conseguiram relacionar o problema com algumas soluções. Devido à divisão geográfica, americanos negros teriam de se mudar para locais maiores para obter uma integração de alta qualidade. Essa separação, por exemplo, pode ser vista facilmente em Kansas City, uma das cidades mais segregada do país localizada na parte oeste da Troost Avenue. 

Nessa região, há grandes casas, avaliadas entre US$ 356 mil a US$ 1 milhão de um lado, enquanto na parte leste, da mesma Troost Avenue, podemos encontrar casas abandonadas, e sem nenhum morador. Situações como esta fazem o morador americano que trabalha duro para conseguir a casa própria se sentir menor diante dos outros. Para o presidente Barack Obama, isso já teria que ter acabado na época em que a lei foi sancionada. Mas como tudo na vida, na prática, é diferente... Mas como promessa, esse ano tudo pode mudar.

As opiniões expressas nessa coluna são de inteira responsabilidade da autora e não refletem necessariamente a opinião do Portal Telenotícias.
Destaque da Semana: A segregação americana do século XXI Destaque da Semana: A segregação americana do século XXI Reviewed by Redação on 1/10/2016 01:10:00 PM Rating: 5

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