Escoliose tem tratamento e cura


Doença é caracterizada por ombros ou quadris assimétricos e a coluna vertebral encurvada

(Foto: Getty Images)
“A escoliose é uma doença que causa alterações nos ombros, no
quadril e nas costas mas tem tratamento e cura”, explica o fisioterapeuta
Com o dia a dia corrido e o estresse em alta, poucas pessoas percebem doenças “invisíveis” como a escoliose, que causa alterações nos ombros, no quadril e nas costas. Muitas vezes, sem um quadro de dor aparente, essa deformidade em curva da coluna vertebral, tem cura e pode ser evitada, quando não é congênita.

De acordo com o fisioterapeuta Giuliano Martins, diretor regional da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna (ABRColuna) e proprietário do ITC Vertebral Ribeirão Preto (SP), muitas pessoas não percebem a curvatura nos estágios iniciais, exceto quando dobram o tronco para a frente e a assimetria entre os lados da coluna fica evidente.

“Além dos ombros ou quadris que parecem assimétricos e a coluna vertebral encurvada anormalmente para um dos lados, os principais sintomas da escoliose podem incluir, eventualmente, desconforto muscular. Em geral, a doença na criança não causa dor. Quando o incômodo está presente há necessidade de uma avaliação médica criteriosa para afastar outras moléstias mais graves”, revela Martins.

Existem vários tipos de escoliose: a congênita, a neuromuscular e a idiopática. “Cada um deles se comporta de uma maneira diferente em termos de evolução. A congênita decorre de um problema com a formação dos ossos da coluna vertebral (vértebras) ou da fusão dos ossos da coluna, podendo ou não estar associado à união de costelas durante o desenvolvimento do feto ou do recém-nascido. A neuromuscular é causada por problemas neurológicos como paralisia cerebral ou musculares que determinam fraqueza muscular, controle precário dos músculos ou paralisia decorrente de doenças como distrofia muscular, espinha bífida e pólio. Já a escoliose idiopática não possui causa conhecida”, afirma o profissional.

(Foto: divulgação)
 Giuliano Martins, fisioterapeuta
Para o especialista, é possível evitá-la através de atividades físicas, principalmente natação e exercícios que requerem muito movimento. “Porém, aos primeiros sinais, busque ajuda de um profissional”, acrescenta.

Pesquisas comprovam que na idade escolar, até 2% das crianças apresentam a deformidade. Com o passar dos anos, a incidência aumenta devido às alterações provenientes da osteoartrite, chegando próximo a 10% em adultos e em até mais da metade dos idosos. O fisioterapeuta explica que na maioria dos casos isso ocorre devido a falta de atividade física e má postura.

“O tratamento da escoliose varia com a gravidade da curvatura, idade do paciente e o estágio de maturação óssea (fase do crescimento). Todos estes fatores determinam qual técnica usar, da frequência do tratamento e se a recuperação será total ou parcial. Devido o estágio de crescimento, encontramos muitos casos de crianças que a desenvolve e ao mesmo tempo se corrigem apenas com a prática de atividade física. Mas o importante é sempre ter um profissional da saúde fazendo este acompanhamento periodicamente, para evitarmos agravamentos”, explica.

Ele enfatiza que embora ambos os sexos possam ser afetados, as meninas possuem um risco muito maior de desenvolver deformidades na coluna por causa do crescimento das mamas. “Nessa fase, elas se sentem envergonhadas e se curvam para frente tentando esconder os seios”, diz.

Segundo o profissional, o tratamento depende da causa, do tamanho e da localização da curvatura, além de quanto o paciente ainda crescerá. “Na maioria dos casos, na idiopática adolescente (com arqueamento menor de 20 graus), o tratamento indicado é atividade física (natação principalmente), RPG e a observação clínica, com reavaliações e, eventualmente, radiografias. É preciso ainda utilizar coletes, na medida em que se agrava (acima de 25 a 30 graus em crianças que estiverem em fase de crescimento). O uso dessas órteses geralmente são recomendadas para auxiliar a retardar a progressão desse quadro”, orienta.

É importante ressaltar que um colete para a coluna não reverte a deformidade, de acordo com Giuliano Martins. “O uso de colete não cura as escolioses congênitas e neuromusculares e é menos eficaz na idiopática infanto-juvenil. Há também a opção da cirurgia para reparação, mas a decisão do momento apropriado para se operar varia. Após os ossos do esqueleto pararem de crescer, a curvatura não deve se agravar muito. Por isso, talvez o cirurgião queira aguardar esse momento. Entretanto, dependendo da gravidade, a intervenção poderá ser recomendada antes”, finaliza.

Fonte: Casa da Notícia
Escoliose tem tratamento e cura Escoliose tem tratamento e cura Reviewed by Redação on 8/04/2015 05:11:00 PM Rating: 5

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