Vasectomia: reversão é realizada em 10% dos casos


Especialista diz que intervalo entre a vasectomia e sua reversão, além da idade da parceira, são determinantes para saber se a intervenção vale a pena

A vasectomia é um método de controle de natalidade bastante seguro e efetivo. Nos Estados Unidos, um em cada cinco homens com mais de 35 anos é vasectomizado. No Brasil, são realizadas mais de 35 mil vasectomias por ano. Entretanto, novos arranjos familiares têm levado cerca de 10% dessa população a buscar reverter o procedimento. “A vasovasostomia, que é a reversão da vasectomia, é um dos meios mais utilizados pela comunidade urológica para restaurar a fertilidade masculina, mas nem sempre é bem indicada”, afirma Edson Borges Junior, especialista em Medicina Reprodutiva e sócio-diretor do Grupo Fertility.

Na opinião do médico, antes de tudo é fundamental saber há quantos anos o paciente foi submetido à ligadura dos ductos seminais. “Quanto mais tempo, menores são as chances de sucesso. Outro fator importante a ser considerado nesse caso é a idade da parceira, já que a fertilidade feminina também cai abruptamente depois dos 35 anos”. Embora existam dificuldades técnicas que podem comprometer a vasovasostomia, quando bem indicado, o procedimento costuma resultar na restauração dos espermatozoides em 90% dos casos, com taxas de gravidez entre 44% e 60%. “Algumas vezes, o mais indicado é recorrer à fertilização in vitro, com injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI). São situações em que o tempo de vasectomia é mais longo (acima de 15 anos) e a parceira tem 39 anos ou mais”.

Independentemente da idade, Borges afirma que também a mulher deve ser submetida a exames antes de qualquer procedimento adotado. “Depois de passar por uma criteriosa avaliação, o casal poderá ser bem aconselhado sobre prós e contras dos métodos disponíveis para que se tornem pais biológicos. Geralmente, o custo por nascimento no caso de a reversão da vasectomia ser bem sucedida é menor do que as técnicas de fertilização in vitro. De todo modo, trata-se de uma decisão que deve ser tomada entre os parceiros, em conjunto com o médico – que deverá expor as chances de sucesso do procedimento adotado, bem como o tempo de tratamento, com bastante clareza”.

Para o especialista, os homens deveriam optar pela vasectomia apenas diante da certeza de não quererem mais filhos no futuro – o que, com a possibilidade de um segundo ou terceiro casamento, fica difícil prever. Diante das circunstâncias, uma alternativa viável seria recorrer à criopreservação do sêmen antes de prosseguir com a ligadura dos ductos seminais. Esse armazenamento costuma garantir a fertilidade de homens que irão se submeter a procedimentos que podem vir a prejudicar sua capacidade fértil – como o tratamento de um câncer, por exemplo. Sendo assim, podem ser úteis no caso de vasectomizados arrependidos.

Quanto menor o intervalo entre a vasectomia e sua reversão, maiores serão as chances de conseguir a gravidez desejada:

Vasectomia realizada há três anos: 97% de sucesso
Vasectomia realizada entre três e oito anos: 88% de sucesso
Vasectomia realizada entre nove e 14 anos: 79% de sucesso
Vasectomia realizada há mais de 15 anos: 71% de sucesso.


Fonte: Press Página
Vasectomia: reversão é realizada em 10% dos casos Vasectomia: reversão é realizada em 10% dos casos Reviewed by Redação on 8/18/2014 12:12:00 PM Rating: 5

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